Irmãos e Irmãs,
Nesta semana me deparei com uma cena cada vez mais presente no nosso dia-a-dia brasileiro e consequentemente natalense: um colega desesperado em um estacionamento local por seu carro ter sido arranhado pelo carro que estava outrora estacionado ao lado.
Isso tem sido uma cena frequente nas nossas ruas, vemos acidentes banais, onde arranhões superficiais ou danos materiais tem causado conflitos acalourados.
Quanto Henry Ford criou o veículo Ford T, embrião dos nossos veículos de hoje, proporcionando assim um deslocamento mais rápido para o homem, talvez não imaginasse estes fatos.
É certo que o carro tornou-se na nossa sociedade não só um meio de transporte rápido, frente aos nossos precários transportes urbanos, mais um meio de status, de arrogância e prepotência pessoal.
Em Natal/RN nos deparamos a cada dia com uma frota nova e semi-nova pelas ruas em contrapartida com os salários que o mercado local oferece.
No entanto o que preocupa sinceramente é a importância singela da sociedade potiguar ofertada a um veículo em relação ao ser humano, pois não pode-se arranhar, arrancar o retrovisor, quebrar um farol, em suma, ocorrer um acidente fortuito com o veículo que gera-se crises existenciais, discussões veementes e às vezes até agressões verbais e físicas.
O ser humano é muito mais importante que um carro, veículo de transporte e bem material, o ser humano é um bem gerado por Deus, sem preço, máquina perfeita de ossos, músculos, orgãos, hormônios, etc.
É tempo da sociedade potiguar voltar-se para Deus, Jesus Cristo e o Espiríto Santo, é ele e somente ele que devemos adoração e não um bem material, um pedaço de metal e plástico que enferruja e acaba-se frente ao tempo que não pára.
Nosso coração deve estar voltado para o autor e consumador da fé: Jesus Cristo, é ele que nos dá os meios para termos um veículo de transporte ou não, conforme a sua vontade.
Deus vos abençoe com carro novo ou não,
Presb. Ionaldo
sábado, 6 de março de 2010
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